#AposentadoriaParaNossasMães #CuidadoMaternoÉTrabalho

Em 2020, mais de 8,5 milhões de mulheres saíram do mercado de trabalho no Brasil devido à sobrecarga nos trabalhos de cuidado não remunerados.
São mais de 11 milhões de mães solo no país, a maioria delas negras vivendo abaixo da linha da pobreza,
sem o direito à aposentadoria quando chegam na terceira idade.

Precisamos cuidar de quem sempre nos cuidou! Pressione os Deputados para aprovarem o requerimento de urgência do Projeto de Lei 2757/21
que garante o direito de nossas mães se aposentarem!





Quando você era criança, quem cuidava de você? Quem era a pessoa responsável pelas tarefas da casa? Fazer comida, criar os filhos, garantir saúde e educação, fornecer apoio afetivo e psicológico, realizar a limpeza e organização do lar, são algumas das múltiplas tarefas não remuneradas que histórica e culturalmente recaem sobre as mulheres, principalmente as mães. O acúmulo desses trabalhos, além de gerar uma sobrecarga física e mental imensa, também dificulta muito que elas permaneçam no mercado de trabalho, sobretudo para as mulheres negras e pobres.

São mais de 11 milhões de mães solo no país, a maioria delas negras vivendo abaixo da linha da pobreza e, ainda assim, as únicas responsáveis por cuidar dos filhos e garantir a renda financeira de toda a família. Triplas jornadas ou desemprego são alguns dos problemas graves que elas enfrentam. Uma vez que muitas são obrigadas a deixarem seus empregos, por serem sobrecarregadas com os trabalho de cuidado, elas chegam na terceira idade sem nenhuma garantia do Estado, por não terem tido a possibilidade de cumprirem com o tempo de contribuição necessário para se aposentarem.

Mas quem cuida de quem cuida? As nossas principais cuidadoras se veem abandonadas no momento de mais vulnerabilidade de suas vidas. Nós precisamos cuidar de quem sempre nos cuidou! Nos ajude a pressionar os Deputados para conseguirmos as 257 assinaturas que precisamos para que seja aprovado o requerimento de urgência do Projeto de Lei 2757/21, que garante o direito à aposentadoria para mulheres mães maiores de 60 anos que não possuem os anos de contribuição necessários. Os trabalhos de cuidado realizados pelas mulheres são essenciais não apenas para todo o bem-estar da sociedade, mas também para o funcionamento da economia. No Brasil, as mulheres gastam em média mais de 61 horas por semana com essas atividades. Nós só chegamos onde estamos porque milhares de mulheres desempenham diariamente esses trabalhos invisibilizados.

#AposentadoriaParaNossasMaes JÁ! Pressione AGORA os Deputados! #CuidadoMaternoÉTrabalho











O peso dos trabalhos de cuidado não remunerados

Segundo levantamento da Oxfam, “Tempo de cuidar: o trabalho de cuidado não remunerado e mal pago”, as mulheres em todo o mundo dedicam 12,5 bilhões de horas por dia aos trabalhos de cuidado não remunerado. Isso compreende as atividades diárias de cuidar de outras pessoas, cozinhar, limpar, entre outras, que são essenciais para a sociedade e para a economia mundial. Segundo a Oxfam, o valor monetário desses trabalhos não remunerados representa 10,8 trilhões de dólares por ano à economia global. A soma é mais de três vezes maior que o estimado para toda indústria de tecnologia do mundo.




Desemprego e sobrecarga é a realidade
de mães solo no Brasil

Segundo dados do IBGE, são mais de 11 milhões de mães solo no país, responsáveis por cuidar dos filhos sozinhas, além de terem que conciliar trabalho e a renda financeira da família. Somente no terceiro trimestre de 2020, 8,5 milhões de mulheres tiveram que sair do mercado de trabalho. Hoje, mais da metade da população feminina com 14 anos ou mais está fora do mercado de trabalho. Desemprego e tripla jornada são alguns dos problemas enfrentados por essas mulheres que, no Brasil, ainda são invisibilizadas na formulação das políticas públicas.




Mais de 150 mil mulheres já foram beneficiadas por essa Lei na Argentina!

No ano passado, em 2021, em uma decisão histórica, o Governo da Argentina instituiu um novo marco para os direitos das mulheres e passou a reconhecer o direito à aposentadoria das mães que dedicam suas vidas aos trabalhos de cuidados dos filhos, contabilizando-o como tempo de serviço para a aposentadoria, uma vez que muitas dessas mulheres quando se tornam mães são obrigadas a saírem do mercado de trabalho. A medida beneficiou de forma imediata mais de 150 mil mulheres, entre 60 e 64 anos, que não tinham os 30 anos de contribuição exigidos por lei no país.



A jornalista Juana Profundo, que sempre enfrentou dificuldades em sua área por ser mulher, diz que o cenário de sobrecarga piorou ainda mais com a pandemia.

“Estou desempregada e chego a vomitar de nervoso porque não quero que minha filha perca o que já conquistamos. Minha instabilidade financeira nunca foi tão terrível quanto agora. Isso reflete no emocional e no físico. Sinto muito medo”.

A professora da rede municipal de ensino de Curitiba, Ana Paula da Cruz, é mãe solo de dois filhos: um de 15 anos e outro de 8, este adotado porque sua irmã faleceu após o parto. Ana trabalha o dia inteiro e se divide entre as responsabilidades da casa, profissão e filhos.

“Sou mãe e pai deles. Sou a única provedora de ambos, os pais não participam financeiramente nem presencialmente. Não é nada fácil. Isso piorou muito com a crise da pandemia, tanto economicamente, como para dar conta das demandas deles misturadas às da minha profissão”, relata a professora”.

Brenda Prestes, de 21 anos, mãe solo de uma menina de 2 anos, vive abaixo da linha da pobreza. Com a pandemia, trabalhando como diarista, viu o serviço diminuir e chegou a ter dificuldades para levar comida para casa.

“Não tenho ajuda alguma do pai, sou mãe solteira desde que engravidei. Minhas maiores dificuldades foram conseguir comprar comida e fraldas para minha filha. Sou só eu por ela”. Fonte: Brasil de Fato.